Na hora de trocar de emprego é preciso pensar e analisar contexto da empresa

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Escolher de forma errada o novo local de trabalho pode comprometer a qualidade de vida

Trocar de emprego nem sempre representa ascensão da carreira. Com o aquecimento do mercado, a busca por novas oportunidades, sem uma análise prévia e conhecimentos sobre as empresas, pode atrapalhar os ideais pretendidos pelo colaborador. Não só isso, pontos importantes devem ser considerados para evitar uma saída conturbada e garantir uma boa relação com as empresas. Escolher de forma errada o novo local de trabalho, além de trazer insatisfação profissional, pode comprometer a qualidade de vida.

O diretor executivo da Pádua Consultores Associados, Hermenegildo Pádua, explica que dois erros comuns na hora de aceitar um cargo em outra empresa é a renumeração e a falta do contexto geral da organização. “Inicialmente o funcionário sente-se empolgado e atraído pelo salário. Assim, não busca saber mais da empresa e leva em consideração esse fator e se ela é multinacional”. Ele complementa que é importante “observar se os objetivos da empresa são convergentes com os valores pessoais”.

Não só observar esses pontos são essenciais para começar um novo emprego. Hermenegildo Pádua ressalta que levar em consideração apenas o nome da empresa também pode ser um equívoco para quem pretende trocar de organização. “Há pessoas que observam apenas a imagem da empresa no mercado, mas esquecem de analisá-la como um todo, conhecer melhor a missão, visão e valores organizacionais dela”.

Uma dica, segundo Pádua, é observar o modelo de gestão. “A empresa pode ser centralizadora ou não. Pode ter uma gestão aberta, mas com um chefe mais centralista. Então, o clima organizacional da empresa é determinante nessas mudanças. Ao analisar o modelo de gestão, o profissional precisa analisar se seu perfil pessoal e profissional se adapta a esse padrão”.

Na hora trocar de emprego, a surpevisora de marketing Camila Miranda buscou analisar se a proposta, além de uma boa renumeração, oferecia condições de bem- estar. “Eu coloquei currículos em vários lugares, mas não buscava sair da empresa. Apenas se tivesse uma boa oferta”, conta. “Além de ter uma remuneração boa, a qualidade de vida também definiu essa mudança porque eu trabalhava todo o final de semana e em meu cargo atual fico apenas de segunda a sexta”, completa.

Quando há falta de conhecimento prévio, de acordo com Hermenegildo Pádua, alguns profissionais tornam-se insatisfeitos com o novo cargo. “A falta de análise pode gerar frustrações. O funcionário, em seu emprego atual, por não ter essa ciência antes de sua entrada, chega a pedir o desligamento. Isso gera uma dificuldade de continuidade no local. Os profissionais devem entender que algumas empresas estão acima da média do mercado e analisar bem as propostas permite a eles uma autocrítica sobre suas competências, se elas são suficientes com as exigidas pelo cargo e assim tomar decisões adequadas”.

Fonte: (THULIO FALCÃO – FOLHA PE)

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